Uma arrumação de guarda-roupa...
Hoje é sem poesia. Neste sábado de feriado, completamente sem dinheiro, resolvi, de noite, arrumar o meu guarda-roupa... Achei uns papéis da época da Petrobras que usava para "decorar" a minha mesa de trabalho. Eram músicas, poesias concretas e abstratas... E cada um que vinha ler se inspirava e falava alguma coisa. Num deles, uma música que eu escrevi naquela época que esqueci completamente o ritmo... Tem uma frase do Cartoni, um dos caras que trabalhava comigo... "As pessoas tiram da vida exatamente o que investiram nela".
Em um desses papéis perdidos, tem um desenho que eu fiz, com uns versos que devem ter sido postados em algum momento da minha vida...
"E quantas lágrimas não derramei
Quando passava noites inteiras pensando em você
Quantas lágrimas já não molharam meu rosto triste
Enquanto tentava dizer simplesmente 'Te amo!'
Já é tão tarde que a janela fechou
O vento trouxe o frio e com ela a solidão...
Implacável depressão que isola tudo que já fiz...
Por você... Para você..."
05/12/2003
A trilha sonora ajuda esses momentos e realmente, a purificação não existe... E meu feriado dos mortos ganha todo o significado que ele poderia ter...
Outubro 31, 2009
Outubro 30, 2009
A falta de poesia, a falta de amor...
Os dedos antes sempre acostumados a ver a beleza na incerteza, a ver a beleza na neblina que paira sobre a vida, sobre as decisões não tomadas. Dedos estes que sempre buscavam uma viagem mais longa da mente e do coração. Dedos estes que sentiram falta de um amor para se cantar. Sentiram falta de ter aqueles sonhos inexplicáveis e completamente despojados. Sentiram falta da risada singular e do olhar perdido em meio a uma multidão encantadora. Parecia cego, mas houve uma busca por isso! Parecia surdo, mas houve atenção aos sinais luminosos que brotavam vida. Olhou marcas deixadas pelo caminho e eles levaram a um passado de lembranças boas e vivência única. Encontrou um velho álbum de fotografias e folheou com lágrimas inocentes. Embriaguez imposta pela vontade contraditória, ligações perdidas no silêncio do segredo, páginas seladas de um futuro completamente idealizado... Enfim, nisso tudo achou a poesia que tanto sentia falta e se cansou, pela vez que já nem sabia contar, de perder a essência da sua existência e voltou a prometer que desta poesia jamais iria sair.
Os dedos antes sempre acostumados a ver a beleza na incerteza, a ver a beleza na neblina que paira sobre a vida, sobre as decisões não tomadas. Dedos estes que sempre buscavam uma viagem mais longa da mente e do coração. Dedos estes que sentiram falta de um amor para se cantar. Sentiram falta de ter aqueles sonhos inexplicáveis e completamente despojados. Sentiram falta da risada singular e do olhar perdido em meio a uma multidão encantadora. Parecia cego, mas houve uma busca por isso! Parecia surdo, mas houve atenção aos sinais luminosos que brotavam vida. Olhou marcas deixadas pelo caminho e eles levaram a um passado de lembranças boas e vivência única. Encontrou um velho álbum de fotografias e folheou com lágrimas inocentes. Embriaguez imposta pela vontade contraditória, ligações perdidas no silêncio do segredo, páginas seladas de um futuro completamente idealizado... Enfim, nisso tudo achou a poesia que tanto sentia falta e se cansou, pela vez que já nem sabia contar, de perder a essência da sua existência e voltou a prometer que desta poesia jamais iria sair.
Setembro 29, 2009
A pintura isolada em um imenso jardim...
Com entorno de criação me perdi para sempre. Tentei almejar um bom lugar para avistar tudo, mas de só avistar, meus braços doeram e tive que ir para luta. Nesta luta, suei e perdi os pontos necessários mais do que ganhei, porém, na outra visão disto, ganhei vida e ganhei a alegria do tentar, a sabedoria do perder, a abstração do planejar e o aprendizado do retornar. Vi minha vida sair do amarelo colorido para um cinza solitário, vi minha vida sair dos sonhos calmos para o vazio sem fim da aquarela abandonada. Sem ajuda e com muitas incertezas eu consegui reconstruir as passarelas que fizeram muitos curiosos voltar a visitar as obras perdidas e sem significado. Sem ajuda vi muitos partirem rindo da insolência e esbravejarem críticas altas, mas sem um esforço nítido em mãos... Mas, sem razão plena, eu sorria e a cada vez que parecia um novo declínio de vida, eu transformava a tristeza avassaladora em conto e prosa. Com personagens abstratos eu transcrevia meus sentimentos e assim, sem mais nem menos, nascia outra obra isolada e sem sentido algum. Para mais uma volta deste brinquedo...
Com entorno de criação me perdi para sempre. Tentei almejar um bom lugar para avistar tudo, mas de só avistar, meus braços doeram e tive que ir para luta. Nesta luta, suei e perdi os pontos necessários mais do que ganhei, porém, na outra visão disto, ganhei vida e ganhei a alegria do tentar, a sabedoria do perder, a abstração do planejar e o aprendizado do retornar. Vi minha vida sair do amarelo colorido para um cinza solitário, vi minha vida sair dos sonhos calmos para o vazio sem fim da aquarela abandonada. Sem ajuda e com muitas incertezas eu consegui reconstruir as passarelas que fizeram muitos curiosos voltar a visitar as obras perdidas e sem significado. Sem ajuda vi muitos partirem rindo da insolência e esbravejarem críticas altas, mas sem um esforço nítido em mãos... Mas, sem razão plena, eu sorria e a cada vez que parecia um novo declínio de vida, eu transformava a tristeza avassaladora em conto e prosa. Com personagens abstratos eu transcrevia meus sentimentos e assim, sem mais nem menos, nascia outra obra isolada e sem sentido algum. Para mais uma volta deste brinquedo...
Agosto 20, 2009
Eu te amei...
Com todas as forças inexplicáveis... Eu te amei! Construindo caminhos difícies, me privando de luxos financeiros e pessoais... Eu te amei! Em toda briga, em toda discussão, em todo toque e em toda atração... Eu te amei! De dia, de madrugada, a tardezinha ou a cair de sono... Eu te amei! Eu inflei meu peito, contei aos trinta mil cantos do mundo, falei ao carteiro, porteiro e telefonista... Eu te amei! Em jogos sérios, em horas parados, no calor e frio intensos... Eu te amei! A cada surpresa, jantar, viagem e realeza... Eu te amei! De minúsculo ao infinito, de fraco até indestrutível, de rascunho até arte perfeita... Eu te amei! E hoje, hoje acordo com um gosto acre na boca, uma pontada no coração de que tudo foi um banho de mentira, cada palavra e cada gesto que achava real... Se desfez como pó no vento, hoje percebo que em todo sorriso, existia uma ponta de incerteza que antes não enxergava... Hoje eu percebo que a cada palavra pronunciada, tinha por trás uma tormenta de mentira... E hoje eu percebo... Que amei a mentira, a falsidade e fui vítima de um jogo que achava não existir atrás das suas doces palavras... Hoje eu te mato e sigo minha vida, mais desconfiado do que tudo... Mais triste e introspectivo... E hoje é a última vez que pronuncio seu nome para alguma coisa...
Com todas as forças inexplicáveis... Eu te amei! Construindo caminhos difícies, me privando de luxos financeiros e pessoais... Eu te amei! Em toda briga, em toda discussão, em todo toque e em toda atração... Eu te amei! De dia, de madrugada, a tardezinha ou a cair de sono... Eu te amei! Eu inflei meu peito, contei aos trinta mil cantos do mundo, falei ao carteiro, porteiro e telefonista... Eu te amei! Em jogos sérios, em horas parados, no calor e frio intensos... Eu te amei! A cada surpresa, jantar, viagem e realeza... Eu te amei! De minúsculo ao infinito, de fraco até indestrutível, de rascunho até arte perfeita... Eu te amei! E hoje, hoje acordo com um gosto acre na boca, uma pontada no coração de que tudo foi um banho de mentira, cada palavra e cada gesto que achava real... Se desfez como pó no vento, hoje percebo que em todo sorriso, existia uma ponta de incerteza que antes não enxergava... Hoje eu percebo que a cada palavra pronunciada, tinha por trás uma tormenta de mentira... E hoje eu percebo... Que amei a mentira, a falsidade e fui vítima de um jogo que achava não existir atrás das suas doces palavras... Hoje eu te mato e sigo minha vida, mais desconfiado do que tudo... Mais triste e introspectivo... E hoje é a última vez que pronuncio seu nome para alguma coisa...
Agosto 14, 2009
De todo o céu escuro...
Brotam raízes intermináveis, brotam poesias de um épico drama, brotam sorrisos de faces conturbadas, brotam lágrimas esquecidas de um poema ignorado. Vivem fantasias de olhos admirados, vivem contos de passados históricos e doces... Doces aventuras ditadas. Os sorrisos mostram os meses convividos, as histórias simbolizam a confiança adquirida. O álcool rega o final da dança, mas que continua pela malícia e irreverência. Pelo pensamento negro e proibido, pela foto vista e educadamente ignorada. Pelo pudor ou pelo riso de canto, pela vontade profissionalmente reprimida. Com o simples abaixar de olhos maldosos eu continuo ou retomo... Aquela linda dianteira mal-interpretada e consciente de que a melhor escrita é a do platônico embriagado.
Brotam raízes intermináveis, brotam poesias de um épico drama, brotam sorrisos de faces conturbadas, brotam lágrimas esquecidas de um poema ignorado. Vivem fantasias de olhos admirados, vivem contos de passados históricos e doces... Doces aventuras ditadas. Os sorrisos mostram os meses convividos, as histórias simbolizam a confiança adquirida. O álcool rega o final da dança, mas que continua pela malícia e irreverência. Pelo pensamento negro e proibido, pela foto vista e educadamente ignorada. Pelo pudor ou pelo riso de canto, pela vontade profissionalmente reprimida. Com o simples abaixar de olhos maldosos eu continuo ou retomo... Aquela linda dianteira mal-interpretada e consciente de que a melhor escrita é a do platônico embriagado.